Conheça 12 animações brasileiras com protagonismo negro

Animação negra brasileira: 10 obras com protagonismo negro e 2 filmes que estreiam em novembro

As animações brasileiras com protagonismo negro vêm ganhando espaço na produção e na formação profissional, apesar dos desafios de financiamento, distribuição e documentação histórica.

Essa falta de registros também dificulta o reconhecimento dos artistas negros pioneiros do setor. Um exemplo é a pesquisa “Arte na encruzilhada: Candomblé, cenografia, cinema negro de animação e processo pedagógico”, da animadora, pesquisadora e cineasta Pâmela Peregrino, que identifica Rui de Oliveira e Jô de Oliveira como os primeiros profissionais negros da animação brasileira que encontrou, ambos com trabalhos desde a década de 1960.

Jô de Oliveira também dirigiu a animação “Pantera Negra” (1968), que homenageava o movimento dos Panteras Negras dos EUA e trazia imagens reais de ações políticas de enfrentamento ao racismo.

Desde então, a representatividade começou a avançar com a ampliação da participação de profissionais negros na produção e na direção, movimento que ganha destaque na década de 2020, com a previsão de estreia, no circuito comercial, dos primeiros longas-metragens de animação dirigidos por mulheres negras.

Nesse contexto, reunimos 10 animações já lançadas e 2 longas-metragens de animação com estreia prevista nos cinemas para os próximos meses, todas brasileiras e com protagonismo negro.

Frame do filme de animação Òrun Àiyé – a criação do mundo, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / Òrun Àiyé – a criação do mundo

Òrun Àiyé – a criação do mundo (2015)

Direção: Cintia Maria e Jamile Coelho
Estado: Bahia

Um avô narra à sua neta a história da criação do mundo e dos seres humanos segundo a cosmovisão iorubá. Tal como um velho contador, ele apresenta a jornada dos orixás e os conflitos desse episódio de nascimento, no qual homens e mulheres são moldados a partir do barro.

Onde assistir: Itaú Cultural Play.


Frame do filme de animação Òpárá de Òsùn: quando tudo nasce, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / Òpárá de Òsùn: quando tudo nasce

Òpárá de Òsùn: quando tudo nasce (2018)

Direção: Pâmela Peregrino
Estado: Bahia

O curta de animação “Òpárá de Òsùn: quando tudo cria” conta a história da Orixá das águas doces, que no Candomblé é Òsùn a deusa da fertilidade onde tudo cresce na força do Axé.

Onde assistir: Canal Abassá da Deusa Òsùn (YouTube).


Frame do filme de animação Nana & Nilo, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / Nana & Nilo

Nana & Nilo (2018-2020)

Direção: Sandro Lopes
Estado: Rio de Janeiro

Nana & Nilo, retratam o universo dos irmãos gêmeos, duas crianças negras brasileiras que viajam no presente e no passado.

Onde assistir: Canal Nana & Nilo (YouTube).


Frame do filme de animação Ewé de Òsányìn: o segredo das folhas, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / Ewé de Òsányìn: o segredo das folhas

Ewé de Òsányìn: o segredo das folhas (2021)

Direção: Pâmela Peregrino
Estado: Alagoas e Bahia
Produção: Alzení Tomáz, Sílvia Janayna Ilébomim e Pâmela Peregrino

Uma criança nasce com folhas em seu corpo e sua mãe busca a cura. Na escola, porém, as outras crianças a discriminam e ela foge para mata! Na Caatinga, encontra seres encantados de tradições indígenas e negras e caminha numa aventura de autoconhecimento. Sua busca a leva até Òsányìn, o Orisà das folhas, que apresenta o poder das plantas e a importância da preservação ambiental.

Onde assistir: Canal Abassá da Deusa Òsùn (YouTube).

Frame do filme de animação Meu Nome é Maalum, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / Meu Nome é Maalum

Meu Nome é Maalum (2022)

Direção: Luísa Copetti
Estado: Rio de Janeiro
Produção: Pé de Moleque Filmes

Maalum é uma menina negra brasileira que nasce e cresce em um lar cercado de amor e referências afrocentradas. Ao sair do seio de sua casa, depara-se com os desafios impostos pelos discursos e práticas de uma sociedade racista. Quando chega à escola, todos riem do seu nome. Sem entender o motivo, Maalum busca apoio na família e descobre o significado de seu nome. Assim, a tristeza se transforma em orgulho por meio do reconhecimento de sua ancestralidade.

Onde assistir: Tela Brasil.


Frame do filme de animação Tom Tamborim, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / Tom Tamborim

Tom Tamborim (2022)

Direção: Maria Carolina e Igor Souza
Estado: Bahia
Produção: Hasta La Luna Iniciativas Culturais e Lanterninha Produções

Tudo é ritmo e diversão na vida de Tom. Alegre, inquieto e cheio de suingue, ele está sempre batucando por onde passa, mesmo que isso atrapalhe a professora e seus colegas da escola. Incansável na hora de solucionar um problema, Tom é capaz de criar algo que não existe para superar seus desafios, tendo sempre a música como sua maior aliada.

Onde assistir: Tela Brasil.


Frame do filme de animação O Sonho de Clarice, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / O Sonho de Clarice

O Sonho de Clarice (2023)

Direção: Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho
Estado: Distrito Federal

Clarice, uma menina criativa e sonhadora, vê sua vida se transformar após a morte de sua mãe. Em meio à dor da lembrança e da saudade, ela encontra maneiras de escapar da realidade que tanto a entristece. Busca em sonhos e em criaturas encantadas um refúgio na ausência de sua figura inspiradora.

Onde assistir: Itaú Cultural Play.


Frame do filme de animação Jussara, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / Jussara

Jussara (2023)

Direção: Camila Ribeiro
Estado: Bahia

Jussara é uma idosa moradora de uma vila, famosa na comunidade por ser uma exímia contadora de histórias e conselheira, que acolhe e oferece sua sabedoria a quem a procura. Um certo dia, cansada das narrativas reais e inventadas, decide viver a sua vida.

Onde assistir: Itaú Cultural Play.


Frame do filme de animação Contos Mirabolantes – O olho do Mapinguari, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / Contos Mirabolantes – O olho do Mapinguari

Contos Mirabolantes – O olho do Mapinguari (2023)

Direção: Andrei Miralha e Petronio Medeiros
Estado: Pará

Maria Estrela adora ouvir histórias antes de dormir. Mas, nesta noite, ela quer inventar um conto mirabolante e narrá-lo para os pais. A história que ela conta é a do Mapinguari, um enorme monstro que perde seu único olho na floresta. Para encontrá-lo, o aflito Mapinguari terá o apoio de uma heroína muito especial e de seu fabuloso boi-bumbá.

Onde assistir: Itaú Cultural Play.


Frame do filme de animação Esperança, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / Esperança

Esperança (2026)

Direção: Amora Moreira e Marcelo Pereira
Estado: Rio de Janeiro

Uma menina negra de 12 anos da periferia do Brasil sonha em ser jogadora de futebol profissional. Enfrentando exclusão em campo e resistência em casa, ela encontra força no legado de sua avó e dá o primeiro passo rumo a um futuro próprio.

Onde assistir: Itaú Cultural Play.


Frame do filme de animação Ana, en Passant, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / Ana, en Passant

Ana, en Passant (2026)

Direção: Fernanda Salgado
Estado: Minas Gerais
Produção: Apiario estúdio, Sardinha em Lata, Midralgar

Depois da morte de sua avó, Ana, uma jovem mulher negra franco-brasileira, se vê à deriva na cidade em que nasceu e sempre viveu, isolando-se cada vez mais em seu próprio luto. Seguindo pistas deixadas pela avó, viaja a Belo Horizonte e lá encontra Alice morando no antigo apartamento de sua avó. No decifrar da cartografia afetiva da cidade e de memórias e conexões ancestrais que as atravessam e são por elas atravessadas, Ana e Alice desvendarão o que significa se tornar quem são.

Previsto para estrear nos cinemas em: .

Frame do filme de animação Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, animação brasileira com protagonismo negro
Reprodução / Amadeo e o Hipotético Mundo Novo

Amadeo e o Hipotético Mundo Novo (2026)

Direção: Brenda Lígia, Edu Felistoque e Everton Amorim
Estado: Pernambuco
Produção: Felistoque Cinema Ltda, com coprodução de Sagui Studio, Sol De Barros Filmes e Rokko Malone Pictures

Em 1830, no Brasil escravista, o jovem africano Amadeo inventa a câmera fotográfica antes dos europeus. Disfarçado para não ser escravizado, ele usa a invenção para ajudar a libertar as pessoas mantidas em cativeiro na fazenda de um poderoso barão. Nesse percurso, aproxima-se de Linda, filha do proprietário, uma jovem idealista apaixonada por ciência e arte, com quem vive um romance proibido. Uma aventura hipotética, romântica e bem-humorada sobre o Novo Mundo.

Previsto para estrear nos cinemas em: .

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