Representatividade trans na animação brasileira: 10 obras para assistir

4 animações brasileiras com representatividade trans

A representatividade trans na animação brasileira está ligada à luta histórica por reconhecimento e espaço no audiovisual, diante da invisibilização e dos estereótipos, e à busca por protagonismo nas telas e participação na realização das obras.

Nesse contexto, reunimos abaixo 10 animações brasileiras com representatividade trans, entre curtas experimentais e documentários animados que apresentam protagonismo trans ou contam com a participação de pessoas trans na direção.


Frame do filme Marimbã Está Acontecendo

Marimbã Está Acontecendo (2025)

Direção: Maryn Marynho
Produção: Tocaya / Encante

Por meio do olhar de pessoas transmasculinas, o filme reúne memórias de vidas trans em realidades onde essas histórias são apagadas dos registros. Trans parentalidade, rede de apoio, infância, envelhecimento e espiritualidade se entrelaçam em um vislumbre de futuro possível. A obra também conta com várias pessoas trans na equipe.

Acompanhe: Instagram de Marimbã Filme.


Frame do filme Garotamascarada

@Garotamascarada (2023)

Direção: Zara Dobura

Mia, uma travesti neurodivergente, encontra sua identidade no conforto de uma máscara. Porém, quando uma pandemia mundial ocorre, ela terá que lidar com uma enorme mudança. O curta-metragem faz parte da Mostra Competitiva do projeto “Meu Olhar – Filmes curtos feitos pela Juventude Periférica de São Paulo”.

Onde assistir: Canal Futura (YouTube).

Acompanhe: Instagram de Zara Dobura.


Frame do filme A Menina Atrás do Espelho

A Menina Atrás do Espelho (2022)

Direção: Iuri Moreno
Produção: Caolha Filmes

Presa em seu próprio quarto, Helena encontra atrás do espelho uma nova realidade onde ela é livre para ser quem é ou quiser ser.

Onde assistir: Canal Caolha Kids (YouTube).

Acompanhe: Instagram de Iuri Moreno.


Frame do filme Carne

Carne (2019)

Direção: Camila Kater
Produção: Doctela / Abano Producións

Crua, mal passada, ao ponto, passada e bem passada. Cinco mulheres relatam as diferentes fases da vida, a relação com o corpo e suas experiências com padrões de beleza, sexualidade, gordofobia, violências e liberdade. Com mais de 95 prêmios e qualificado ao Oscar em 2021, o filme conta com a participação de Helena Ignez e Raquel Virgínia.

Onde assistir: Itaú Cultural Play.

Acompanhe: Instagram de Camila Kater.


Frame do filme Já Pode Sair?

Já Pode Sair? (2025)

Direção: Joy Araújo

Parte da collab do Instituto Garotas do Motion (GDM), “Poesia Animada contra a Violência de Gênero”, o curta reflete sobre a violência de gênero a partir de uma perspectiva pessoal e sistêmica. Aborda as pressões sociais em torno da expressão de gênero em uma lógica binária, enraizada na misoginia, que frequentemente associa a feminilidade à fragilidade, à submissão e à inferioridade. Nesse sistema, padrões cisnormativos definem o que é considerado “legítimo” ou “autêntico”.

Onde assistir: Canal Joy Araújo (YouTube).

Acompanhe: Instagram de Joy Araújo.


Frame do filme A Cidade dos Piratas

A Cidade dos Piratas (2018)

Direção: Otto Guerra
Produção: Otto Desenhos Animados

Uma animação inspirada nos quadrinhos da Laerte, entrelaçando sua jornada de transição com a do diretor, confrontando a mortalidade. O filme cria um caos surreal entre ficção e realidade.

Onde assistir: Prime Video.


Frame do filme Tailor

Tailor (2017)

Direção: Tomas Cali dos Anjos

Um mosaico profundo sobre identidade, existência e resistência cotidiana. O cartunista transgênero Tailor compartilha sua trajetória e as vivências de outras pessoas trans.

Onde assistir: Itaú Cultural Play.


Frame do filme Kabuki

Kabuki (2024)

Direção: Tiago Minamisawa
Produção: Minamisawa Films / WAG Productions / Bruno H Castro Filmes / Amopix / Jonas Brandão

Kabuki reside em um corpo masculino que não reconhece. Em busca de identidade desperta a alma. Se nutre do mundo. Na impermanência do corpo material, transcende.

Onde assistir: Globoplay.

Acompanhe: Instagram de Tiago Minamisawa.


Frame do filme TV

TV (2023)

Direção: Alissa De Souza Moreira, Marcus Martini Silva, Ariel Barros Cavalcante, Maria Fernanda Sanches Valverde e Beatriz Miyuri Koshikawa
Produção: Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Curta metragem de animação 2D feito para Projeto 2 do curso de Animação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Na produção, Roberta, uma jovem trans cansada, tenta ignorar seus problemas, mas Maçãzinha, uma personagem de desenho animado infantil, a impede.

Onde assistir: Canal Animação UFSC (YouTube).


Frame do filme A Cabeça e o Corpo

A Cabeça e o Corpo (2023)

Direção: Mirian Miranda, Val Dobler e Estéfano Rius
Produção: Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Um corpo, cansado de sua cabeça que não para de pensar, a atira para longe para experienciar o mundo com a liberdade que sempre quis. Agora, cada parte segue sua própria jornada lidando com as consequências dessa separação.

Onde assistir: Canal Animação UFSC (YouTube).


Esta lista foi inspirada na thread original publicada no Bluesky do Anima Indie BR. Se você conhece alguma outra animação brasileira com representatividade trans que deveria estar aqui, mande pra gente.

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